O STAECNON participara do 21º Congresso da Federação Nacional dos Urbanitários

 

 

 No primeiro dia do 21º Congresso da FNU – Federação Nacional dos Urbanitários – que está sendo realizado em Brasília, reunindo aproximadamente uma centena de delegados provindos de todos os estados do país e que representam os sindicatos das categorias que foram a Federação, foi marcado pelos balanços das diretorias no último triênio, durante toda a manhã desta quinta-feira (16/8). Leia aqui os documentos: BALANÇO FNU

O presidente da FNU, Pedro Blois, enfatizou todo o trabalho de luta e resistência desenvolvido pela atual e diretoria e agradeceu o esforço de todos os membros.

Na parte da tarde, aconteceu a mesa de debates “Conjuntura Política e a Luta em Defesa das Empresas Públicas”, com a presença de quatro convidados: Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do DIEESE; Sérgio Nobre, secretário geral da CUT Nacional; Simão Zanardi, coordenação geral da Federação Única dos Petroleiros  – FUP; e Joceli Andreolli, coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB.

Simão Zanardi fez uma análise da conjuntura nacional, em especial do golpe vivido no país, o qual ele classificou como um golpe midiático e jurídico muito eficiente, mantendo o ex-presidente Lula preso. Para ele, há dois grupos hoje no país: os nacionalistas que defendem a soberania nacional e os entreguistas que querem a venda das nossas riquezas.

O dirigente dos petroleiros descreveu o processo de desestruturação vivido pela Petrobras, desde a entrada de Pedro Parente na presidência da empresa. “Ele representa os neoliberais que não têm compromisso com o povo é só trabalha para o mercado”, disse.

No processo de desestruturação da Petrobras houve primeiro um PDV – Plano de Demissão Voluntária – onde saíram 20 mil trabalhadores e dirigentes sindicais e depois a introdução de plano de estudo de automação, algo muito semelhante ao que acontece com a Eletrobras.

Plataforma Operária e Camponesa: água e energia são temas estratégicos

O representante do MAB, Joceli Andreolli, explicou que a Plataforma Operária e Camponesa tem colocado como estratégico o tema da água e da energia. “A ideia é fazermos um trabalho de defender a nossa soberania e discutir o Brasil que queremos”, disse.

Para ele, hoje o Brasil está sendo pautado por uma lógica internacional de serviços provocada pela crise do capitalismo e o cerne dessa crise é o imperialismo americano. E a lógica da política americana interferiu no Brasil com um golpe que está disputando o pré-sal, querendo retirar o Brasil de como ator principal da América do Sul e inviabilizar nosso país como grande potência. “Água e energia tem um valor estratégico”, enfatizou Joceli.

 

Um desafio: reestruturar o sindicalismo

O diretor Clemente Ganz Lúcio, do Dieese, explanou sobre a necessidade de uma reestruturação sindical. “O sindicalismo está sendo desafiado a ser transformado, porque o capitalismo está promovendo uma mudança profunda com base tecnológica e patrimonial”, disse. Diante disso, Clemente enfatizou que a estrutura sindical atual não será frente à atual conjuntura.

 Sobre a perda de direitos dos trabalhadores, o dirigente da Dieese ressaltou a rapidez com o Brasil fez a reforma trabalhista, fruto do golpe que o país vive desse 2016. “À Espanha levou 20 anos para aprovar todos os pontos que o Congresso brasileiro fez em apenas três semanas”, observou Clemente.

O dirigente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, falou sobre o golpe que o país enfrenta e da importância de nas eleições o povo eleger um presidente com o compromisso de fazer as reformas necessárias para o país voltar a ter um projeto popular e democrático.

Entretanto, ele ressaltou que, para isso, os trabalhadores precisam estar unidos e há a necessidade de uma CUT mais forte ainda. Para o enfrentamento, “não podemos mais ter corporativismo. Temos que olhar para além do próprio setor, construir pontes e trazer a luta para todos. É a unidade do conjunto do movimento, inclusive com outras centrais”, argumentou.

Sérgio Nobre explicou ainda que o mundo do trabalho está sendo dividido em dois tipos: dos países que são detentores de tecnologia e daqueles que são os dependentes dessa tecnologia. “No Brasil os golpistas já escolheram o lado da dependência. E nós trabalhadores vamos deixar isso acontecer?”, questionou.

 

Fonte: FNU

O Congresso da FNU prossegue nesta sexta-feira (17/8), com mais debates sobre os desafios da categoria e do país e com a eleição da nova diretoria da Federação para o próximo triênio.No primeiro dia do 21º Congresso da FNU – Federação Nacional dos Urbanitários – que está sendo realizado em Brasília, reunindo aproximadamente uma centena de delegados provindos de todos os estados do país e que representam os sindicatos das categorias que foram a Federação, foi marcado pelos balanços das diretorias no último triênio, durante toda a manhã desta quinta-feira (16/8). Leia aqui os documentos: BALANÇO FNU O presidente da FNU, Pedro Blois, enfatizou todo o trabalho de luta e resistência desenvolvido pela atual e diretoria e agradeceu o esforço de todos os membros. Na parte da tarde, aconteceu a mesa de debates “Conjuntura Política e a Luta em Defesa das Empresas Públicas”, com a presença de quatro convidados: Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do DIEESE; Sérgio Nobre, secretário geral da CUT Nacional; Simão Zanardi, coordenação geral da Federação Única dos Petroleiros – FUP; e Joceli Andreolli, coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB. Simão Zanardi fez uma análise da conjuntura nacional, em especial do golpe vivido no país, o qual ele classificou como um golpe midiático e jurídico muito eficiente, mantendo o ex-presidente Lula preso. Para ele, há dois grupos hoje no país: os nacionalistas que defendem a soberania nacional e os entreguistas que querem a venda das nossas riquezas. O dirigente dos petroleiros descreveu o processo de desestruturação vivido pela Petrobras, desde a entrada de Pedro Parente na presidência da empresa. “Ele representa os neoliberais que não têm compromisso com o povo é só trabalha para o mercado”, disse. No processo de desestruturação da Petrobras houve primeiro um PDV – Plano de Demissão Voluntária – onde saíram 20 mil trabalhadores e dirigentes sindicais e depois a introdução de plano de estudo de automação, algo muito semelhante ao que acontece com a Eletrobras. Plataforma Operária e Camponesa: água e energia são temas estratégicos O representante do MAB, Joceli Andreolli, explicou que a Plataforma Operária e Camponesa tem colocado como estratégico o tema da água e da energia. “A ideia é fazermos um trabalho de defender a nossa soberania e discutir o Brasil que queremos”, disse. Para ele, hoje o Brasil está sendo pautado por uma lógica internacional de serviços provocada pela crise do capitalismo e o cerne dessa crise é o imperialismo americano. E a lógica da política americana interferiu no Brasil com um golpe que está disputando o pré-sal, querendo retirar o Brasil de como ator principal da América do Sul e inviabilizar nosso país como grande potência. “Água e energia tem um valor estratégico”, enfatizou Joceli. Um desafio: reestruturar o sindicalismo O diretor Clemente Ganz Lúcio, do Dieese, explanou sobre a necessidade de uma reestruturação sindical. “O sindicalismo está sendo desafiado a ser transformado, porque o capitalismo está promovendo uma mudança profunda com base tecnológica e patrimonial”, disse. Diante disso, Clemente enfatizou que a estrutura sindical atual não será frente à atual conjuntura. Sobre a perda de direitos dos trabalhadores, o dirigente da Dieese ressaltou a rapidez com o Brasil fez a reforma trabalhista, fruto do golpe que o país vive desse 2016. “À Espanha levou 20 anos para aprovar todos os pontos que o Congresso brasileiro fez em apenas três semanas”, observou Clemente. O dirigente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, falou sobre o golpe que o país enfrenta e da importância de nas eleições o povo eleger um presidente com o compromisso de fazer as reformas necessárias para o país voltar a ter um projeto popular e democrático. Entretanto, ele ressaltou que, para isso, os trabalhadores precisam estar unidos e há a necessidade de uma CUT mais forte ainda. Para o enfrentamento, “não podemos mais ter corporativismo. Temos que olhar para além do próprio setor, construir pontes e trazer a luta para todos. É a unidade do conjunto do movimento, inclusive com outras centrais”, argumentou. Sérgio Nobre explicou ainda que o mundo do trabalho está sendo dividido em dois tipos: dos países que são detentores de tecnologia e daqueles que são os dependentes dessa tecnologia. “No Brasil os golpistas já escolheram o lado da dependência. E nós trabalhadores vamos deixar isso acontecer?”, questionou. O Congresso da FNU prossegue nesta sexta-feira (17/8), com mais debates sobre os desafios da categoria e do país e com a eleição da nova diretoria da Federação para o próximo triênio.
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