Em plena Sexta-Feira 13 de Carnaval, a Frente Popular em Defesa da Água, em conjunto com o Sindicato STAECNON-RJ, sindicatos parceiros, parlamentares e entidades da sociedade civil, realizou um ato de forte impacto em frente à sede do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (CIDENNF). A manifestação protestou estrategicamente contra a abertura dos envelopes que definirão a concessionária privada responsável por substituir a CEDAE nos municípios de Bom Jesus do Itabapoana, Italva, Cardoso Moreira, Quissamã e em Conceição de Macabu assumirá o serviço que hoje é prestado pelo município, um processo que segue sob fortes contestações.
O simbolismo da data foi utilizado pelos manifestantes para denunciar o que classificam como “estratégia do silêncio”: a realização de um processo decisivo para o saneamento básico durante um feriado nacional. O movimento expressa a profunda insatisfação com o projeto de privatização apoiado pelos prefeitos.
O ato contou com um expressivo quórum de parlamentares da região, reforçando a frente política contra a concessão. Estiveram presentes os vereadores:
• Alexandra Moreira e Marquinho de Mariquita (Quissamã);
• Pedro Henrique (Conceição de Macabu);
• Danilo Gozendei (Cardoso Moreira);
• Léo Xandão (Bom Jesus do Itabapoana)
• Cabo Alonsimar (Campos dos Goytacazes);
• Rodrigo Santana (São Fidélis).
A força do movimento sindical também se fez notar com a presença de lideranças fundamentais para a pauta trabalhista e social, como o presidente do Sindicato dos Químicos, Carlos Antônio; o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, João Paulo; e o diretor do Sindicato dos Vigilantes, Vasconcelos.
Lideranças presentes criticaram a falta de diálogo democrático e apontaram erros técnicos no edital, que entrega um patrimônio essencial à lógica do lucro privado. Para a Frente Popular, a substituição da CEDAE por grandes consórcios ameaça a soberania dos municípios sobre seus recursos hídricos e coloca em xeque a qualidade do serviço prestado à população.
O objetivo central da mobilização foi alertar para os riscos de tarifas abusivas e para a precarização do atendimento em áreas menos lucrativas após a concessão. O ato reafirmou que a vigilância popular não será desmobilizada pelas festividades carnavalescas. A resistência promete seguir agora para as instâncias jurídicas e legislativas, buscando barrar o avanço de um modelo que, segundo os manifestantes, ignora o interesse social.


